Você tem por hábito o exercício da linguagem inclusiva? Já aconteceu de você utilizar palavra ou expressão sexista, racista, LGBTfóbica?

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    • #5612

      Você tem por hábito o exercício da linguagem inclusiva? Já aconteceu de você utilizar palavra ou expressão sexista, racista, LGBTfóbica?

    • #5707

      Tenho tentado nos últimos anos adotar uma linguagem mais inclusiva e tentar prestar mais atenção nas expressões que utilizo. Já aconteceu algumas vezes eu utilizar alguma expressão sexista, racista ou LBGTfóbica e sempre que tomo consciência disso mudo a expressão.

    • #5708
      Zeza LopesZeza Lopes
      Mestre

      Procura estar sempre atenta, inclusive utilizando o @ mesmo nas mensagens informais pelo whatsapp com a minha familia… exemplo: bom dia [email protected][email protected] … As crianças até vieram me corrigir ou indagar… vovó porque você usa o @? Excdente oportunidade para eu conversar com as crianças sobre a linguagem sexista que exclui o sexo femino…
      Por outro lado, já fui repreendida por conta dos vícios de linguagem. Eu estava dando uma palestra sobre a violência doméstica e utilizei a expressão … “pintar a situação mais preta do que ela é”… Imediatamente uma participante me interrompeu para que eu corrigisse a minha fala. Pedi desculpas e reconheci o vício de linguagem que reforça o racismo que passa pela linguagem e pelo inconsciênte coletivo.

    • #5709

      Em algum momento já utilizei nomenclaturas, palavras ou expressões sexistas, racistas ou lgbtfóbicas, pois fui criada em uma sociedade com essas características. Mas diariamente tenho me monitorado, aprendendo a maneiras corretas de linguagens. Precisa ser um exercício diário, pois a própria linguagem se modifica.

    • #5710

      Tento pensar antes de falar, porque muitas vezes falo no automático e quando percebo utilizei palavras ofensivas.

    • #5717
      AvatarBruno Marioto Soares
      Participante

      Sim, acredito que reparar o que foi dito e a melhor forma de correção e não cair na repetição.
      Por exemplo, já realizei acompanhamento de uma pessoa trans que no caso se reconhecia como do sexo masculino, genitora permanece até hoje chamando o filho pelo nome feminino. E por vezes, se não presto atenção e não reparo fala da genitora, me pego chamando pelo nome errado. Mas, e algo que estou monitorando, mas e bem difícil introduzir está linguagem com a genitora que não compreende processo de mudança.

    • #5719
      AvatarVanessalucas
      Participante

      Tenho procurado utilizar uma linguagem inclusiva principalmente após começar a estudar mais sobre esses temas. Infelizmente já ocorreu de utilizar expressões racistas, sexistas e ou LGBT fobica, entretanto, diariamente tenho aprendido e compreendido as formas inclusivas da linguagem.

    • #5730
      AvatarAna Amelia
      Participante

      Tento estar atenta o tempo todo nas palavras e expressões que utilizo para não reproduzir discriminações, procuro corrigir, educadamente, quando ouço algo com conotação sexista, racista, LGBTfóbica, não rir de piadas, enfim, mas é um exercício diário. Tive também uma educação marcada pelo machismo, o uso da linguagem com pronome “o” para designar grupo com homens e mulheres e palavras de cunho racista reproduzidas sem reflexão crítica, como “denegrir”, “criado-mudo”, “mulata”, “inveja branca”, “dia de branco”. E por aí vai! rsrs

    • #5733

      Procuro exercitar ao máximo, porém estou sempre atenta, pois infelizmente acontece ainda de usarmos tais expressões, estou sempre vigilante.

    • #5740

      Tenho como um compromisso político e social utilizar a linguagem inclusiva. Portanto, trata-se de um exercício constante utilizar a linguagem inclusiva, inclusive para me sentir contemplada na escrita enquanto mulher. Tanto na minha fala como em meus trabalhos, utilizo a linguagem inclusiva e me atento ao máximo para não usar palavras de cunho pejorativo.

    • #5749

      Sim, tenho tido uma atenção na utilização da linguagem inclusiva. Todos/as nós já utilizamos palavra ou expressão sexista, racista, LGBTfóbica, pois é um processo do qual a maioria das pessoas não tinham a devida consciência, porém a partir de novas visões, se aprende a evita-las.

    • #5786

      Sim, faz um bom tempo que me preocupo com a forma de como falo, até pouco tempo eu dizia, obrigado eu não percebia que agradecia de forma masculina, o certo é obrigada, me lembro que a Vera na aula dela chegou a falar sobre isso. A palavra denegrir também já utilizei muito, quando eu descobri que essa era uma expressão racista fiquei chocada, e quando me explicaram porque a coisa ficou pior, eu comigo mesma, mas é isso, vivendo e aprendendo e de preferencia mudando as condutas e praticando o que de melhor temos de nós. A partir do momento que sabemos o que é certo e o que é errado, fica mais fácil a prática da linguagem inclusiva, não é fácil porque é tudo tão novo.

    • #5801

      Tem por hábito sempre trazer os dois termos: todas e todos, professores e professoras. A estratégia proposta pelo vídeo de buscar o uso de termos coletivos que não marcam o sexo na língua é ótima! Já utilizei alguns termos: uma vez ajudei uma associação para animais e disse que quando a situação estivesse preta, poderia contar comigo. Na mesma hora me dei conta do termo e pedi desculpas pela minha ignorância. Penso ser um exercício constante o do discurso, pois ele reflete toda uma configuração social marcada por preconceito e desigualdade. Daí a necessidade de nos policiarmos na fala fala e escrita, até que isso seja naturalizado, assim como já é o preconceito.

    • #5970

      Compartilho com os colegas que é difícil a tarefa de policiamento no desenvolvimento do cuidado com palavras que apresentam expressões sexistas e muitas vezes até racistas. Confesso, que gostei muito desta aula, que trouxe de maneira clara as impressões que são causadas nas pessoas quanto utilizamos certas expressões que chegam a ser sentidas de maneira até ofensiva. Para mim, essa já é razão suficiente para o policiamento no exercício de uma linguagem verdadeiramente inclusiva.
      Com certeza, já utilizei expressões sexistas, muitas vezes sem perceber e outras ao pensar no que foi dito eu observei que poderia ter me expressado de maneira diferente. Essa aula foi um alerta muito significativo para um assunto tão atual e importante, tanto para mim quanto para meus semelhantes.

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