Negócio de Mulher

Curso Online

O projeto “Negócio de Mulher” tem por objetivo levar informação e capacitação técnica e gerencial para alavancar empreendimentos de mulheres, visando enfrentar a pobreza, a desigualdade socioeconômica e a equidade de gênero.

Os conteúdos são transculturais e respondem às necessidades das mulheres nos países de língua portuguesa e espanhola, pois o contexto pode ser compreendido e apreciado através de diferentes culturas.

É uma realização da Associação Mulheres pela Paz, com o apoio da CEPAL e da ONU MULHERES.

Atividades

Foram realizadas duas oficinas online abordando os tópicos de todos os episódios abaixo, incluindo exercício preparatório através desta plataforma de cursos da entidade e a inclusão de vídeo ilustrativo para cada um.

As oficinas, em 10 e 11 de outubro de 2022, estiveram a cargo das educadoras Amelinha Teles, Vera Vieira e Zeza Lopes, conforme currículo nesta página. A secretaria das atividades a cargo de Walkíria Lobo Ferraz.

Os dez episódios da série de podcast intitulada “NEGÓCIO DE MULHER”, em português e espanhol, assim como as oficinas abordam os seguintes focos:

– Falando de gênero e interseccionalidades.
– Quem disse que “negócio não é coisa de mulher”?
– O que são os ativos das mulheres?
– O papel do governo e das ONGs feministas no fortalecimento dos ativos das mulheres.
– Plano de ação para fortalecimento de projetos de geração de renda.
– Ferramentas para gerar trabalho e renda.
– O trabalho em equipe, os conflitos e a negociação.
– A etapa de comercialização.
– A importância do trabalho em rede.
– A utilização das redes sociais como ferramentas de intervenção feminista e comercial.

Por que o formato de podcast e o tema econômico-financeiro?

As atividades ora propostas estão vinculadas à continuidade efetiva dos processos educativos da entidade na busca permanente pela autonomia, empoderamento feminino e equidade de gênero, mais recentemente via digital, gratuitos, abarcando um público maior, em nível local e nacional, de ONGs e associações de bairros – mulheres, respeitando-se e as interseccionalidades de classe social, raça, etnia, orientação sexual e identidades de gênero.

O formato em podcast do conteúdo educativo a ser veiculado representa um avanço e uma ousadia transformadora em termos da trajetória da entidade. Trata-se de uma forma de educar descontraída que leva em conta o fácil acesso das pessoas das diferentes classes sociais, que podem obter informações com um simples toque em um link nos aplicativos gratuitos, como Anchor e Spotify. Também possui o atrativo da abrangência de acesso e facilidade, pois poder ser ouvido em situações diversas do dia a dia. As atividades vão fortalecer a entidade, mesmo com o mundo ainda atravessando a epidemia de Covid-19, quando aumentaram os índices de fome e extrema pobreza. A população brasileira é de 213,3 milhões [IBGE.2021]. Antes da pandemia, havia 57 milhões de pessoas vivendo em insegurança alimentar no país, sem acesso pleno e permanente a alimentos; já em abril de 2021, 116,8 milhões de pessoas passaram a viver em insegurança alimentar, sendo que 43,3 milhões não têm acesso aos alimentos em quantidade suficiente e 19 milhões passam fome. [Rede PENSSAN, 2020]

O Brasil enfrenta hoje a sua pior crise sanitária, ética, social, política e ambiental de todos os tempos, escancarando principalmente as desigualdades de classe, raça e gênero em todo o país. A política irresponsável do presidente da República e suas ações negacionistas, misóginas e racistas têm ampliado o sofrimento da população. Lembrando que 55% da população brasileira é constituída por pessoas negras e pardas; e as mulheres negras são 55,6 milhões do total.

O fato de as informações estarem disponíveis em dois idiomas – português e espanhol – também representa a cooptação de um público mais amplo para a causas da entidade, o que vai levar a um outro patamar de fortalecimento institucional, atingindo pessoas de diversos países da América Latina e Caribe.
A realização da oficina online sobre os dez focos abordados na série de podcasts, com inscrições gratuitas, que vai contar com ampla divulgação, vai contribuir para aprimorar o percurso de utilização da plataforma e-learning lançada em 2021.

Também será mais uma oportunidade para aprimorar a utilização da metodologia de educação popular feminista, uma vez mais de forma virtual, visto que o início se deu nas oficinas online de 2021. Essa metodologia tem por base a construção coletiva do conhecimento, levando em conta aspectos objetivos e subjetivos. É uma forma dialógica de educar, com base na realidade das pessoas participantes, “com” elas e não “para” elas.

A temática geral deste projeto vai propiciar o fortalecimento do alicerce da entidade, calcado na luta pela busca da autonomia, empoderamento, equidade de gênero, pela justiça social e econômica, visando, em última instância, a consolidação e o aprofundamento da democracia brasileira.

 Resultados a alcançar:

– Diminuição da pobreza e do desemprego entre mulheres, principalmente as mais vulneráveis;
– Elevação do sentimento de identidade, com o aprofundamento dos conceitos de gênero e interseccionalidades [classe social, raça, etnia, orientação sexual, identidades de gênero];
– Conscientização e empoderamento sobre possibilidades de transformar habilidades em renda, já que “negócio é coisa de mulher”;
– Identificação dos ativos das mulheres em termos econômicos, legais, educativos, políticos, sociais e culturais;
– Conscientização sobre o papel do governo e das organizações de mulheres no desenvolvimento dos ativos;
– Apropriação de ferramentas para gerar o próprio trabalho e renda, incluindo gestão e liderança;
– Aprendizagem sobre a importância do trabalho conjunto, dos conflitos e da negociação;
– Aprofundamento sobre a fase de comercialização e o impulsionamento com o trabalho em rede;
– Aumento da utilização das redes sociais como ferramentas de intervenção comercial e feminista;
– Contribuição para a melhoria do discurso público e as representações sociais;
– Contribuição com o processo de subsídios e de multiplicação em nível municipal, estadual e nacional;
– Contribuição na luta pela superação das desigualdades socioeconômicas e de gênero, com a proposta de negócio alternativo e sustentável de mulher, para enfrentar o crescimento excludente.

Conheças nossas educadoras!

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Maria Amélia Teles

Conhecida como Amelinha Teles é consultora jurídica e educadora popular feminista em direitos humanos. É membro da União de Mulheres de São Paulo e uma das coordenadoras do Projeto Promotoras Legais Populares e do Projeto Maria, Marias, em parceria com o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais IBCCRIM. Ela é uma das nomeadas brasileiras para o Prêmio Nobel de 2005, uma indicação coletiva de 1000 mulheres ao Prêmio Nobel da Paz de todo o mundo.

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Vera Vieira

É jornalista, doutora em Comunicação e Feminismo pela Universidade de São Paulo. Ela é Diretora Executiva da Associação Mulheres pela Paz, é feminista e educadora popular. Escreveu ou coordenou várias publicações sobre violência de gênero. Ela é a coordenadora regional [Brasil] da PWAG – `Peace Women Across the Globe, com sede na Suíça.

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Maria  José Lopes Souza

Conhecida como Zeza, é educadora da Rede Mulher de Educação e pontualmente da Associação Mulheres pela Paz. Integrou a equipe de um dos três primeiros serviços no enfrentamento da violência de gênero, no Brasil, na década de 80. Atualmente, atua em projetos com foco na geração de renda, em comunidades rurais, indígenas e Cooperativas de catadores/as do resíduo reciclável, na perspectiva de gênero.

Os cursos são ministrados via Zoom.
Em nossa plataforma, você tem todo o material de apoio, como vídeos e documentos para consulta e download.
Maria Amélia Teles
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