b) Você gostaria de compartilhar algum tipo de violência de gênero que tenha vivenciado ou presenciado?

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Visualizando 19 respostas da discussão
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    • #4934

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    • #5531

      Infelizmente como mulher, já vivenciei e presenciei várias violências de gênero. Já fui vítima de violência sexual, violência doméstica, assédio sexual no trabalho e transporte coletivo, assim como já presenciei mulheres passando por isso também.

    • #5568

      Já sofri violência no transporte coletivo, já presenciei muitas mulheres sofrendo violência também.

    • #5577

      Sim, no Estado do Piauí, mas precisamente no município de Teresina, tem sido recorrente uma modalidade nova de violência e feminicídio, homens de facções rivais, estão matando as companheiras de seus desafetos nos crimes, como forma de punição a seus rivais. Já foram registrados 05 casos só no mês de abril. Mais uma vez, nós mulheres somos vitimas, por situações que nem criamos.

    • #5580
      Fernanda.Kelly
      Participante

      São tantos fatores, ouvimos, assistimos e vemos tantos casos de violências que vivemos constantemente com medo de ser uma de nós. Medo de andar na rua, sair de casa à noite, pegar uber e ser assediada e/ou estuprada, etc. Creio que todas já presenciamos algum tipo de violência, que vai desde ao “ei gostosa” na rua ou a “briga de marido e mulher ninguém mete a colher”.

    • #5582
      Maurice Silvestre
      Participante

      Vivencie, escutei e presenciei inúmeras situações de violência de gênero, contudo, vou citar uma situação pessoal. Saí da Bahia para São Paulo quando tinha 17 anos, vivi inúmeras situações de violência trabalhando como domestica, mas a que mais me impactou foi o assédio sexual. Tive muito medo de ser violentada, isso fez com que eu decidisse por me casar muito cedo, para poder ser “protegida” e seguir naquela cidade em busca dos sonhos que me levaram a estar ali.

    • #5589

      Dentre várias, destaco a tentativa de silenciamento no âmbito acadêmico, momento no qual homens tentaram falar mais sobre o meu próprio trabalho, fato que eu não aceitei e me posicionei, pois ninguém entende melhor das minhas pesquisas do que eu mesma. Inclusive, a pessoa que tentou o silenciamento não pesquisa o mesmo tema, não tem embasamento para discutir o tema e nem tem o mesmo grau de titulação. Além disso, já fui xingada de maneira pejorativa pelo meu engajamento com a causa palestina. Me chamaram de “virgem prometida do Hamas”, ou seja, um xingamento explícito com conotação sexista, que não seria o mesmo caso eu fosse homem.

    • #5593

      No momento não consigo pensar em nenhum exemplo específico, mas como mulher já vivenciei diferentes tipos de violências e também presenciei familiares e amigas passarem por isso.

    • #5622

      Já fui vítima de violência de gênero. Quando este assunto vem a tona, sempre me recordo de quando era criança e um menino mais velho me acariciou sem meu consentimento. Era um primo da família. Ficava muito incomodada, me recordo do sentimento de impotência e nojo que eu sentia, mesmo sendo ainda pequena. Nunca denunciei e só meu marido e minha irmã sabem da história. Poder falar disso com outras mulheres aqui no grupo que também sofrem com violência foi muito positivo, pois até hoje não tive coragem de contar para minha mãe sobre o ocorrido, mesmo sabendo que ela também foi vítima de abuso sexual quando criança. É difícil partilhar esse tipo de coisa, pois me sinto envergonhada e triste ao mesmo tempo, apesar de estudar sobre violência de gênero.

    • #5641
      Iolanda Franquilino
      Participante

      Sim, já vivenciei todos os tipos de violência de gênero quando tinha um companheiro abusivo. Mas felizmente rompi com o ciclo há 20 anos. Era um agressor em potencial. eu passei por ameaças, violência sexual, psicológica, moral, patrimonial e física. Após o rompimento, tentando seguir a vida com meus três filhos aqui fora, enfrentei o machismo estrutural, não conseguia emprego ou algum lugar para ficar, pois ouvi uma vez, uma pessoa me perguntando “cadê o seu marido”. Enfim, enfrentei muitas batalhas ao longo desses vinte anos de rompimento.
      Penso que, não basta a mulher que está em situação de violência, denunciar seu agressor, após isso ela precisa ter um suporte muito grande pra dar continuidade a sua vida.
      Eu fiz um projeto MULHER LIVRE , que está muito no início, mas o projeto visa atender esta demanda das mulheres que querem romper com a violência e encontram dificuldades “aqui fora” .Trago minha experiência por ter passado por isso, como também a minha experiência acadêmica, como Assistente Social e Promotora Legal Popular. Nós mulheres ainda temos muito que avançar , na luta contra a desigualdade de gênero.
      Juntas somos mais fortes!!

    • #5642

      A violência infelizmente está aí, somos vitimas ou presenciamos casos, todos os dias. Enfrentamos esses tipos de violência no nosso cotidiano, seja com pessoas próximas, seja no trabalho. No entanto devemos nos munir de formas de enfrentamento desses tipos de violência, através de conhecimento, formações, discussões e sobretudo, de não baixar a cabeça e enfrentar.

    • #5656
      Louise
      Participante

      Sou uma mulher desfem ( não cumpro os requisitos de performatividade feminina previstos às mulheres), ao longo da minha adolescência e vida adulta já sofri violências físicas, psicológicas e ate tentativas de abuso sexual (estupro corretivo) por ser quem eu sou. Tive e tenho minha identidade diminuída e criticada por, ao olho do outro ,querer parecer “homem”. Sinto que tentam anular o meu modo de ser mulher por não ser o modo de ser mulher que o sistema patriarcal defende. Tenho também meus afetos criticados: me relaciono predominantemente com outras mulheres e ao longo da vida tive de lidar com julgamentos, tentativas das pessoas de fazer uma correspondência do amor lésbico às relações hetero, é como se minhas relações tivessem que cumprir os requisitos heteronormativos para serem validadas.

      • Esta resposta foi modificada 2 meses, 2 semanas atrás por Louise. Razão: correção gramatical
    • #5702

      Sim. Recentemente acompanhei o caso de uma adolescente que foi pega a força por um homem armado, que mandou ela entrar no carro e com a arma em sua cabeça a obrigou a satisfaze-lo sexualmente. A menor ficou em choque durante muitos meses, ao andar na rua ela via o rosto dele nas pessoas. Não conseguiu compartilhar o ocorrido com a família, trazendo sobre si mesma uma carga muito pesada de tristeza e medo.

    • #5712
      Bruno Marioto Soares
      Participante

      Eu compartilhei no momento da inscrição. Acredito que ela pode ser usada como exemplo. Mas, não me sinto confortável em compartilhar.

    • #5724

      Violência doméstica de parceiro não sofri, mais por ser mulher, foram várias, desde os tempos da militância no final dos anos 70 , quando era ativista sindical, e no decorre da vida sempre passamos por tais tipos de violência, nos locais de trabalho, nos bancos acadêmicos.

    • #5779

      Já presenciei muitas violências contra mulher, inclusive em 2018 quase apanhei na rua porque fui interferir numa briga de casal onde a mulher tomava alguns tapas no rosto, falei pro rapaz que o ato dele era criminoso e que a moça era protegida pela Lei Maria da Penha, sabe quem foi a próxim vítima da confusão? eu, a moça simplesmente falou que não precisava de ninguém que a defendesse e que era problema dela e dele, que eu era uma intrometida, falei pra ela não aceitar que ninguém batesse nela nem na rua e nem em lugar algum, ela gritou comigo e mandou eu ir embora, falei pra ela que se fosse preciso era pra procurar a DDM, ela falou: aquele lixo? vou fazer o que lá novamente? sei que ela estava descontrolada e o rapaz puxava ela dizendo deixe essa babaca falar sozinha e foram embora, pessoas que presenciaram a vergonha que passei me confortavam com palavras de apoio, ganhei até amigas naquele dia. Outro fato foi um casal de idosos em 2019 que a mulher ao pegar um panfleto do 25 de Novembro o idoso tomou o papel da mão dela e quase jogou na minha cara, ele saiu destratando ela e nós que estávamos na atividade da praça gritamos pra ela que ele era perigoso, depois durante o ato, ficamos sabendo que a PM pegou ele gritando com ela e distratando, levaram ele pra delegacia, mas ela não quis falar conosco e não quis ajuda, enfim, são muitos casos muitos nada interessantes.

    • #5794
      Maria Malaquias
      Participante

      Sou uma mulher que já sofri violência verbal e física por ser mulher,

    • #6070
      Rosangela Duarte
      Participante

      Sou Mulher, sofri abuso qdo criança aos 5 anos de idade e aos 16 uma tentativo por parte do meu padrasto na epoca, a qual minha mãe até os dias de hoje diz que é mentira e temos conflito por conta disto. Sofri violência de gênero pois as pessoas, pelo meu jeito de ser e defender a população LGBTQIA+ diziam que eu fazia parte e ai surgiam as piadas., eu era a ovelha branca da família, as mulheres tinha que ser submissa e eu nunca aceitei o machismo na sociedade. tanto que para desconstruir levei 3 anos de muitos cursos e diálogos., desde pequena eu falava, espera seu marido dormir esquenta uma panela de oleo quente e joga nele.
      Várias histórias, mas a última, eu tensionei com o delegado que não queria fazer o boletim de ocorrência e eu amecei ele de ir a impressa e a promotora do caso eu falei que por ela ser uma autoridade e fazer parte de um projeto tinha que agir e obrigar o delegado lavrar o B.O. para que a vitima tivesse a medida protetiva fosse para um local seguro, mas fica ciente que eu tentei diálogo com os serviços por uma semana e como não consegui, parti para a ignorância.
      a minha angústia é que muitos falam e poucos agem. As ações falam mais que palavras.
      Existem muitos trabalhos para inglês ver, tanto que ser promotora legal popular me faz ir a qualquer lugar, sr assistente social fica restringido o meu local de atuação., tanto que uma amiga quer fazer para poder atuar nos casos de violação de direitos.
      Enfim era um sábado 21h45m a vitima estava entrando no abrigo sã e salva com os filhos.

    • #6082
      Lucilene Cruz
      Participante

      Infelizmente já presenciei e vivenciei algo assim. Estava anos atrás acolhendo, dando suporte psicológico e etc a uma mulher aqui da comunidade onde vivo (Assentamento de Reforma Agrária Sumaré II) e fui agredida fisicamente pelo marido dela, fiz todo trâmite boletim de ocorrência, exame corpo delito pela agressão física, e foi pro fórum, etc… Audiencia com Juiz que foi firme com ele e me colocando na posição de vitima, mas que tinha a segurança juridica se caso ele se aproximasse, ele nunca mais fez isso nem com a mulher que tempos depois pediu divorcio. Ele mudou de atitude após anos e tivesse até participação em reuniões, etc. Isto na época foi muito dificil, pois ele dizia a ela que se tivesse contato comigo, iria me matar. Enfrentamos juntas com alguns da comunidade inclusive a família dele e minha se manifestou…

    • #6141
      ANA PAULA BRITO NUNES
      Participante

      Já conhecia os tipos de violência, pois trabalhei por 8 anos numa secretaria municipal de políticas públicas para mulheres.

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